Se você tem interesse em participar de nossas pesquisas, clique aqui

ou ligue para 51-3359 8845Celular:51-9972 6283 ou Fax: 51 - 3359 8846

 

O que é Transtorno de Humor Bipolar (THB)?

 

O THB, também conhecido como Psicose Maníaco-Depressiva (PMD) ou Transtorno Afetivo Bipolar (TAB), é uma doença psiquiátrica crônica que ocasiona oscilações de humor que podem ir da depressão à euforia. É uma doença biológica que se expressa por meio do comportamento da pessoa. Pode ser influenciado por fatores sociais e trazer sérias conseqüências para a vida do paciente e daqueles que o rodeiam, principalmente a família.

 

A doença tem ciclos de mania (euforia) ou hipomania (euforia branda), depressão leve ou profunda ou estados mistos (humor agitado, ansioso e raivoso). A intensidade, a duração e a manifestação variam de pessoa para pessoa.

 

É uma doença crônica, ou seja, não há cura conhecida, mas existe controle quando tratada. O diagnóstico é difícil, principalmente porque os pacientes procuram os médicos só quando estão com depressão. Por isso o THB é facilmente confundido com depressão simples. O erro de diagnóstico pode piorar a doença. Os medicamentos antidepressivos utilizados de forma errada ou sem estabilizador de humor podem levar o paciente a estados graves, podendo terminar em tentativa de suicídio. Uma em cada duas pessoas diagnosticadas como depressivas tem, na verdade, bipolaridade. O portador de THB demora, em média, 10 anos para ser diagnosticado, passa por, pelo menos, quatro médicos e tem três diagnósticos diferentes antes de receber o correto. Assim, é importante que o paciente se informe a respeito da bipolaridade e que procure um psiquiatra tão logo desconfie ter sintomas de mania, hipomania ou depressão. Por ser uma doença muito influenciada pela genética, o paciente deve olhar para a sua história familiar.

 

Informações

É preciso ter conhecimento sobre o THB. Na Internet é possível encontrar informações de todo tipo, procurar em sites especializados e em grandes universidades ajuda a fugir de armadilhas. Existem orkuts que passam muitos dados falsos e perigosos para os pacientes. Ao final deste manual, listamos alguns dos sites e livros mais importantes para obter informações seguras sobre a doença.

 

 

O THB divide-se em:

  • THB tipo I = um ou mais episódios de mania ou de estados mistos e de depressão.

  • THB tipo II = um ou mais episódios depressivos maiores acompanhados de, pelo menos, um episódio hipomaníaco.

  • Ciclotimia = ocorrência em numerosos períodos de sintomas depressivos e maníacos menores.

O THB é uma doença que pode causar grandes problemas na vida do paciente, de sua família e da sociedade. Freqüentemente causa prejuízos irreparáveis na saúde, na reputação e nos gastos do indivíduo, além do sofrimento psicológico.

 

 

O Transtorno de Humor Bipolar é comum?

O THB afeta cerca de 5% a 10% da população mundial e atinge igualmente homens e mulheres.

 

O início da doença ocorre geralmente na adolescência (entre 15 e 19 anos), mas pode ser diagnosticada na infância ou na fase adulta. Raramente surge após os 50 anos.

 

* Quanto mais cedo for dado o diagnóstico, menores são os prejuízos sobre os portadores e familiares. Os pacientes bipolares não-tratados vivem, em média, 8 anos a menos do que o restante da população.

 

 

Quais são as causas do THB?

O THB tem grande influência genética ou hereditária. Fatores psicológicos e sociais podem desencadear o processo, mas a doença é física, biológica. Assim, pessoas que possuem na sua história familiar casos de THB ou de depressão, devem prestar atenção para sinais de manifestação da doença. A primeira manifestação pode ser por causa de uma situação difícil, como a perda de um ente querido. No entanto, quanto mais surtos, mais o doente tem crises sem motivo aparente e sem nenhuma razão conhecida. A doença acontece dentro do doente.

 

IMPORTANTE

Herda-se a possibilidade de ter o THB e não a doença!

O QUE É O TRANSTORNO BIPOLAR?

Veja a matéria apresentada no Canal saúde

 

Parte 1

 

Parte 2

 

Parte 3

 

 

Como reconhecer a mania?

Para ter característica de mania é necessário ter 3 ou mais dos sintomas abaixo descritos:

  • Sensação de grandiosidade (a pessoa se acha o máximo ou fica irritada sem motivo);

  • Gasta muito dinheiro em coisas sem importância e pode fazer dívidas desnecessárias;

  • Diminui o número de horas que dorme sem perder energia ou ânimo;

  • Tem muitas idéias, pensamento rápido;

  • Fala rápido (tagarela) pulando de um assunto para outro;

  • Não consegue prestar atenção por muito tempo em uma coisa, distrai-se facilmente, age sem pensar;

  • Corre risco, não vê perigo por se achar "poderoso" (dirige perigosamente, briga verbal ou fisicamente com desconhecidos, envolve-se sexualmente com várias pessoas);

  • Usar álcool e drogas;

  • Sensação de poder, de ter habilidades e dons especiais, de ser invencível;

  • Agride as pessoas fisicamente ou com palavras;

  • Perde ou diminui a capacidade de analisar as situações;

  • Fica muito irritado ou alegre demais, exageradamente, sem nenhum motivo;

  • Em casos mais graves, pode ver coisas, ouvir vozes e delirar.

  • A hipomania é um estado de euforia mais leve que a mania. Na maioria das vezes ninguém repara e é confundida com estados de alegria, muito trabalho ou de irritação. A duração varia dependendo da pessoa. Às vezes, pode durar anos sem que ninguém perceba.

 

Como reconhecer a depressão?

A depressão é geralmente confundida com tristeza que é um sentimento comum quando acontece alguma coisa ruim em nossa vida. Quando esse sentimento demora demais ou não tem sentido para quem olha de fora, pode-se falar em depressão. Ela pode se arrastar por dias, meses ou até anos.

Os principais sintomas são:

  • Sentimentos profundos de tristeza;

  • Sensação de vazio, falta de esperança que, em alguns casos, pode se mostrar como irritação;

  • Perda ou diminuição do interesse por coisas que antes davam prazer (trabalho, diversão, sexo);

  • Diminuição ou aumento de peso/apetite;

  • Excesso ou diminuição da necessidade de sono;

  • Inquietação ou sensação de estar mais lento para fazer tarefas que antes fazia sem dificuldade;

  • Cansaço exagerado, sensação de fraqueza;

  • Pensa que é inútil, é pessimista, se desvaloriza e se sente culpado;

  • Não consegue pensar direito, se decidir ou lembrar das coisas;

  • Tem dores ou outros sintomas físicos sem causa nenhuma;

  • Pensa em morte e pode fazer planos para se matar.

Como reconhecer o estado misto?

No estado misto o paciente:

  • Fica maníaco e depressivo ao mesmo tempo (pensamentos ruins e angustiantes de forma muito rápida);

  • Muda de humor sem motivo nenhum podendo sentir-se deprimido pela manhã e eufórico com o passar do dia, ou o contrário;

  • Fica agitado e angustiado, não tem esperança e tem vontade de morrer, podendo ter ataques de raiva e ficar explosivo;

  • Não consegue dormir e come demais ou de menos;

  • Pode chorar e rir ao mesmo tempo ou chorar e depois rir sem motivo nenhum e mudar de repente;

  • Em casos mais graves pode ver coisas e ouvir vozes.

  • A característica mais marcante no episódio misto é um sentimento ruim, de um peso no peito, de tristeza e de angústia misturados, mas muito agitado e, às vezes, com raiva.

Suicídio e THB

Há um aumento do risco para suicídio em pessoas bipolares: cerca de 15 a 20% maior que o resto da população. Aproximadamente 25% dos pacientes bipolares tentam suicídio em algum momento de suas vidas e 11% morrem.

O que pode aumentar o risco de suicídio:

  • Outras tentativas;

  • Pessoas na família que se mataram ou que tentaram;

  • Número de depressões e sua gravidade;

  • Abuso de álcool e drogas;

  • Pessimismo exagerado;

  • Agressividade e impulsividade;

  • Falar que quer morrer, que a vida não tem mais sentido.

Dificuldades

Existem alguns fatores que contribuem para a piora da bipolaridade. A reação ao diagnóstico geralmente é a seguinte:

  • Negação – o paciente não acredita que tem uma doença mental e que precisa de tratamento para o resto da vida;

  • Raiva ou revolta;

  • Depressão;

  • Elaboração – o paciente acredita que está doente e que precisa de tratamento (nem todos chegam a essa etapa).

Alguns pacientes podem acreditar que estão doentes, mas, depois de um surto, volta a ter raiva ou negam que precisam de tratamento. Isso varia de pessoa para pessoa.

 

É muito difícil aceitar a doença (tanto a família como o paciente) por causa do preconceito que se tem sobre as doenças psiquiátricas. Por isso é importante entender que o THB é uma doença biológica e, mesmo atingindo o comportamento, não se deve julgar o doente, o que aumenta o preconceito e afeta a possibilidade de recuperação, piorando seu estado, motivo pelo qual é muito importante a família estar ao lado do doente e acompanhar seu caso.

 

Há muitas FALSAS crenças que pioram o tratamento da doença:

  • Bipolaridade ou PMD = loucura (a imagem dos "loucos" nos meios de comunicação, principalmente na televisão, é de que são perigosos ou então simplesmente de gozação dos doentes mentais).

  • A idéia de que a doença não precisa de tratamento. O tratamento é para a vida inteira. Se o doente melhora, não deve parar de tomar seus remédios porque significa que estão fazendo efeito. Se parar piora e o estado vai se tornando cada vez mais grave.

  • Medo do tratamento por achar que o remédio muda a personalidade. O tratamento certo não muda a personalidade, mas o errado pode fazer isso.

  • Outro problema é saber que tem que tomar remédio para o resto da vida. Assim como um diabético precisa, muitas vezes, da insulina para o resto da vida, por exemplo, o THB é também uma doença crônica e o paciente precisa, sim, tomar medicação para o resto da vida porque a doença não tem cura. É importante não dar ouvidos a casos miraculosos de cura, pois isso pode prejudicar muito o tratamento.

  • Os pacientes podem achar que o medicamento causa dependência. O que acontece é que, quando o paciente deixa de tomar os remédios, a doença volta a se manifestar, assim como o diabético que deixa de tomar insulina, mas a falta do medicamento não dá síndrome de abstinência, como alcoólicos que deixam de beber, por exemplo. O que acontece é que a doença, que estava controlada, volta.

  • Há também o medo da doença, o pavor de não ser normal e de ter filhos que podem ser doentes também. A reação das pessoas conta muito e essa é uma das principais razões da importância do envolvimento da família para entender e tratar a doença. A falta de compreensão e de informação faz com que as pessoas pensem que o bipolar é preguiçoso, quer chamar atenção, que se tiver força de vontade sai dessa. Além disso, dizem que o doente é inútil, descontrolado, louco ou fraco.

  • Também tem uma hora que o paciente cansa e que a família também cansa, porque a doença é difícil. É preciso entender que o doente não pode ser julgado, que é grave e que não está relacionado com a força de vontade, com o caráter ou com a personalidade do paciente. Se uma pessoa tem uma doença crônica no coração, por exemplo, ninguém diz para o doente abandonar os remédios e nem que ele, por sua própria vontade, vai se curar.

  • Uma coisa que atrapalha muito o tratamento é achar que a doença é espiritual, que é "encosto". A doença é biológica, crônica e com grande influência genética. Como ela afeta o comportamento, muitas pessoas tratam o assunto com irresponsabilidade, dizendo que o problema é espiritual. O paciente pode seguir sua religião, mas nunca abandonar o tratamento psiquiátrico e psicológico. As boas orientações espirituais tratam o assunto com responsabilidade e recomendam que os pacientes não abandonem os remédios e nem o tratamento psicológico, além de oferecer conforto espiritual.

Tratamentos do THB

O THB afeta profundamente a qualidade de vida dos doentes e de sua família. Os pacientes com THB têm enorme dificuldade para enfrentar a rotina. É comum trocarem o dia pela noite e usarem drogas ou álcool, o que é um desastre e pode causar a morte por suicídio. O sono (essencial para bipolares), a medicação certa, a criação de uma rotina, a psicoterapia e uma vida saudável contribuem para que o doente tenha cada vez menos crises e menos graves.

 

Medicações:

Os pacientes devem seguir a orientação do psiquiatra para o uso de remédios. Caso a pessoa não melhore ou piore, a família deve levá-lo novamente ao psiquiatra e se, mesmo assim, o paciente não melhorar, deve-se procurar a ajuda de outro psiquiatra para uma nova avaliação.

É importante que pacientes bipolares não tomem antidepressivos ou somente tomem com regulador de humor, sob prescrição médica. O risco de uma "virada" pode levar ao suicídio.

 

Psicoeducação:

A psicoeducação ensina os paciente e familiares a compreenderem a doença e a enfrentar suas conseqüências. Além disso, a psicoeducação melhora o controle da doença, ajuda a reconhecer sintomas e novos episódios, por isso, todos os familiares devem participar.

 

Outros tratamentos:

Internação hospitalar: pode estar indicada quando o paciente apresentar riscos para si mesmo e para outras pessoas. Os riscos envolvem não apenas a vida, mas a moral do próprio paciente ou de familiares e amigos.

Eletroconvulsoterapia (ECT): existem muitas lendas sobre o eletrochoque. A verdade é que ele pode salvar muitas pessoas que estão em estado grave quando outros meios não ajudam.

 

Sobre os exames laboratoriais:

O médico deve pedir, regularmente, exames clínicos. Esteja atento(a) e peça a ele, se for necessário.

 

Lembretes sobre a medicação:

  • Toda a medicação deve ser tomada, de preferência, com água.

  • Sempre avisar o médico se está tomando outro remédio, nem que seja remédio para dor de cabeça, para evitar efeitos colaterais.

  • Todas as medicações causam efeitos colaterais. Os mais comuns são o ganho ou perda de peso, tremores, boca seca, intestino preso, sonolência e dores de cabeça. A maior parte deles diminui com o tempo. Existem dicas que ajudam a reduzir estes efeitos, abaixo listamos algumas:

  • Para evitar excesso de peso – fazer 5 a 6 refeições por dia e não pular refeições para reduzir a vontade de "beliscar". Faça uma lista dos maus hábitos alimentares e vá tentando modificar um por vez: troque refrigerantes por sucos naturais, mastigue muito bem o alimento, evite gorduras, frituras, doces e refrigerantes, use açúcar com moderação, faça as refeições em locais tranqüilos, aumente o consumo de frutas em lugar dos doces e verduras, tenha regularidade nos horários e faça exercícios.

  • Para boca seca - beba de 8 a 10 copos de líquidos por dia, evite alimentação seca e quente demais, utilize molhos e caldos à base de carnes. Alimentos frios, como picolés e sorvetes de frutas cítricas, são úteis para estimular a salivação, dê preferência a sucos e frutas cítricas, chupe balas de limão e gomas de mascar sem açúcar, evite alimentos muito salgados ou muito temperados.

  • Para evitar a intestino preso – coma frutas que soltem o intestino (laranja com bagaço, bergamota, mamão, ameixa, uva, manga, morango, kiwi, abacaxi) pelo menos 3 vezes ao dia. Coma vegetais, de preferência crus, prefira cereais integrais, tome líquidos apenas entre as refeições, preste atenção no horário de ir ao banheiro e não deixe para mais tarde, não abuse de arroz branco, massas, batata, mandioca, banana prata ou maçã, embutidos, produtos de pastelaria.

THB e Adesão

A maior dificuldade na manutenção do tratamento é a má-adesão. A adesão é seguir as orientações do médico; é o não-abandono dos medicamentos, mesmo que o paciente ache que está curado. Vamos lembrar de novo: o THB não tem cura, mas tem controle quando o remédio é certo e o paciente não pára de tomar. A não-adesão pode fazer o paciente piorar e entrar em surto de novo, aumentando o risco de suicídios. É importante que a família apóie o paciente para que ele não sinta vergonha de tomar um remédio psiquiátrico.

 

Para saber mais:

Neste manual descrevemos alguns assuntos importantes sobre Transtorno de humor Bipolar. Salientamos que o conhecimento sobre a doença é fundamental para aprender a lidar com ela. Para saber mais sobre o assunto existem diversos sites, livros e filmes, abaixo algumas sugestões.

 

Sites:

ABRATA – Associação Brasileira de Familiares, Amigos e Portadores de Transtornos Afetivos.   www.abrata.com.br

 

Instituto de Psiquiatria – Hospital das Clínicas – FMUSP

Grupo de Estudos de Doenças Afetivas – GRUDA  www.hcnet.usp.br

 

PRODAF – Programa de Distúrbios Afetivos e Ansiosos www.unifesp.br/dpsiq/grupos/assistenc.htm

 

Hospital de Clínicas de Porto Alegre – HCPA – Laboratório de Psiquiatria Molecular   www.pesquisabipolar.com.br

 

STABILITAS – Associação dos Usuários de Estabilizadores do Humor Familiares e Amigos  www.stabilitas.kit.net

 

Temperamento Forte e Bipolaridade  www.bipolaridade.com.br

 

Associação Brasileira de Transtorno Bipolar  www.abt.org.br

 

Janssen-Cilag   www.janssen-cilag.pt/disease/detail.jhtml?itemname=bipolar

 

Portal de Psiquiatria  http://virtualpsy.locaweb.com.br/index.php?art=367&sec=26

 

Psicosite  www.psicosite.com.br

 

UNIFESP – EPM  www.unifesp.br

 

CREMESP – Conselho Regional de Medicina de São Paulo  www.cremesp.org.br

 

Associação de Apoio aos Doentes Depressivos e Bipolares  www.adeb.pt

Livros:

Uma Mente Inquieta, de Kay Redfield Jaminson.

 

Quando a Noite Cai – Entendendo o Suicídio, de Kay Redfield Jamison.

 

Temperamento Forte e Bipolaridade, de Diogo Lara.

 

Dentro da Chuva Amarela, de Walther Moreira.

 

Digerindo a Bipolaridade, de Alexandre Fiúza.

 

O Brilho da sua Luz, de Danielle Stell.

 

Uma Viagem entre o Céu e o Inferno, de Luiz Humberto Leite Lopes.

 

Não Sou uma Só: o Diário de uma Bipolar, de W. Mariana.

 

Da Psicose Maníaco-Depressiva ao Espectro Bipolar, de Ricardo Alberto Moreno.

 

Um Bipolar que deu Certo, de João Henrique Machado           de Ávila.

 

Perturbação Bipolar – Guia para Doentes e Suas Famílias, de Francis Mondimore.

 

 

Filmes:

Mr. Jones – filme com Richard Geere

 

 

 

HOME  (Página Inicial)